SÉRIE:
As
Aventuras
de
Rodrigo
e
Daniela
- o
jovem
casal
paranormal
da
saga
A
SÉTIMA
PROFECIA
Episódio:
"Mistério
nas
Ruínas
do
Solar"
Mistério
nas
Ruínas
do
Solar
-
Pronta,
amor?
-
perguntou
o
jovem
Rodrigo
a
sua
amada
Daniela,
abraçando-a
e
selando-lhe
os
lábios
com
um
beijo
apaixonado.
-
Sim,
tudo
OK -
respondeu
ela,
carinhosamente
receptiva,
envolvendo-lhe
o
pescoço
num
abraço
afetuoso.
-
Minha
Dani
fofa...
meu
docinho
predileto!
-
sorriu
ele,
fitando-a
profundamente.
Desde
a
véspera,
o
jovem
casal
se
preparava
para
ir
com
Fábio
e um
grupo
de
amigos
passar
um
feriadão
em
um
hotel-fazenda
no
vale
do
Paraíba,
região
de
antigas
fazendas
do
ciclo
dourado
do
café,
repletas
de
história
e
magia.
A
fazenda,
de
propriedade
do
casal
Tomazzini,
revelou-se
um
local
paradisíaco,
com
seu
casario
colonial,
bucólicos
jardins,
o
clima
perfeito
da
vida
no
campo.
Circulando
pelas
imediações,
acompanhados
por
um
guia,
o
grupo
de
jovens
avistou
a
uma
certa
distância
um
conjunto
de
ruínas,
aparentemente
restos
de
um
casarão
incendiado.
Indagado
sobre
o
local,
o
guia
disse
tratar-se
da
antiga
sede
da
fazenda
-
dos
tempos
em
que
era
proprietário
o
barão
de
Monte
Sul
-,
destruída
por
um
incêndio
no
final
do
século
19,
poucos
anos
após
a
abolição
dos
escravos
no
Brasil.
-
Dizem
que
o
lugar
é
mal-assombrado
-
revelou
o
guia,
entre
cético
e
divertido.
Fábio
interessou-se:
-
Mal-assombrado?
O
que
acontece
por
lá
para
dizerem
isso?
-
Bem...
continuou
o
guia.
-
Dizem
que
à
noite
acontecem
umas
coisas
estranhas
por
lá...
está
tudo
em
ruínas,
mas,
mesmo
assim,
parece
que
o
casarão
arde
em
fogo
de
novo,
ergue-se
um
clarão
que
é
visto
à
distância...
como
se
estivesse
novamente
pegando
fogo.
Ao
ouvir
o
relato
do
guia,
Rodrigo
parou
por
instantes,
procurando
mentalizar
algo
em
relação
ao
velho
solar.
Quando
um
acontecimento
despertava
sua
atenção,
o
jovem
paranormal
naturalmente
sentia-se
impelido
a
buscar
respostas
a
sutis
indagações
que
despontavam
de
seu
interior.
Fábio
e
Daniela
perceberam
a
atitude
do
rapaz
e a
garota
quis
saber:
-
Está
pressentindo
algo,
amor?
Fechando
os
olhos,
Rodrigo
disse:
- Eu
vejo
uma
mulher
trancada
em
um
porão,
sofrendo,
recusando-se
a
comer.
Uma
outra
mulher,
tipo
mucama,
a
seu
lado,
tenta
consolá-la.
É...
é
isso
aí...
Parece
que
há
mesmo
muitos
mistérios
envolvendo
aquelas
ruínas...
Depois,
balançando
a
cabeça,
Rodrigo
complementou:
-
Bem,
pode
ser
apenas
sugestão
minha!
Deixa
pra
lá.
Vamos
curtir
a
caminhada.
Mas,
no
íntimo,
o
rapaz
sentia
que
havia
algo
de
verdadeiro
e
instigante
naquilo
tudo.
O
amigo
Fábio,
por
sua
vez,
com
o
aguçado
tino
jornalístico,
sempre
em
busca
de
uma
boa
história,
procurou
conversar
com
as
pessoas
locais
para
obter
mais
informações
sobre
as
ruínas
do
antigo
solar.
À
tarde,
reuniu-se
com
os
amigos,
numa
das
mesinhas
da
varanda,
revelando
o
que
descobriu:
- O
que
você
falou
sobre
o
casarão
tem
algo
a
ver,
mano
-
disse
ele
a
Rodrigo.
-
Há
muitos
mistérios
naqueles
escombros.
Conta-se
que
no
velho
solar
aconteceu
uma
tragédia
passional,
ao
final
do
século
dezenove.
Como
o
guia
disse,
lá
residiam
os
barões
de
Monte
Sul,
antigos
donos
da
propriedade,
um
casal
rico
à
beça,
que
mantinha
na
fazenda
muitos
empregados,
ex-escravos
libertos
poucos
anos
antes,
pela
lei
Áurea.
Ocorre
que
um
desses
empregados,
um
jovem
negro,
belo
e
atlético,
saradão,
chamado
Solano,
apaixonou-se
pela
baronesa
e,
ao
que
parece,
eles
tiveram
um
caso
quentíssimo.
Agora...
imaginem
só
uma
situação
dessas
acontecendo
naqueles
tempos...
foi
um
escândalo
e
tanto,
que
terminou
em
tragédia.
Rodrigo,
Daniela
e os
demais
amigos
olhavam
para
o
rapaz,
curiosos,
querendo
saber
o
final
da
história.
Fábio
contou
de
um
só
fôlego:
- O
barão
mandou
matar
o
cara,
o
negro
Solano,
trancafiou
a
baronesa
num
porão
e
deixou-a
sem
comer
por
vários
dias.
Imaginem
como
estava
faminta,
a
coitada.
Depois
o
marido
maluco
mandou
servir-lhe
um
tipo
esquisito
de
carne...
-
E?...
-
perguntou
Daniela,
interessada.
- E
acontece
que
era
a
carne
do
próprio...
Do
amante!
Depois
de
alguns
dias,
o
barão
mandou
dizer
à
pobre
mulher
que
ela
estava
se
alimentando
com
a
carne
do
amante.
E
nessa
ocasião,
adivinhem
qual
parte
do
corpo
do
cara
foi
servida
para
ela.
-
???
-
todos
ficaram
mudos
e
ansiosos,
fitando
Fábio.
- É
isso
aí
mesmo,
manos...
-
disse
Fábio,
arregalando
os
olhos,
maliciosamente.
-
Foi
servida
a
parte
que
ela
mais
curtia
do
amante...
o
pepino
e os
tomates
dele,
he,
he
he...
-
Putz!...
-
balbuciou
Rodrigo.-
É
real
essa
história?
-
Realzinha
-
devolveu
Fábio.
- E
o
fim
foi
pior
ainda.
Ao
saber
que
estava
comendo
carne
do
amante,
e
diante
daquela
iguaria
macabra,
a
baronesa
parou
de
se
alimentar.
Parou,
simplesmente.
Parou
e
pirou
também.
Tanto
que
morreu
poucos
dias
depois,
não
se
sabe
se
de
fome
ou
de
piração
mesmo.
E
depois
foi
a
vez
de o
barão
pirar.
O
cara
se
entregou
à
bebida,
foi
decaindo,
até
que
um
dia
o
casarão
pegou
fogo
com
ele
dentro.
Todo
mundo
correu
pra
fora,
mas
ele
ficou
lá,
virando
torresmo.
Também
não
se
sabe
se
foi
acidente
ou
se
ele
botou
fogo
em
tudo...
Morreu
esturricado.
Um
silêncio
baixou
sobre
a
roda
de
amigos.
- E
agora
-
completou
Fábio
-
dizem
que
é a
alma
do
barão
que
vive
assombrando
as
ruínas
do
velho
solar
e
fazendo
tudo
arder
de
novo.
Acho
que
ele
ainda
se
sente
preso
entre
as
chamas...
ou
então
tomou
gosto
por
curtir
um
braseiro
básico,
he,
he,
he...
Passado
o
impacto
da
revelação,
o
grupo
de
amigos
começou
a
fazer
comentários
divertidos
sobre
o
assunto,
zoando
e
dando
risadas.
Apenas
Rodrigo
permanecia
calado,
pensativo.
Fábio
logo
percebeu:
- E
aí,
amigão...
pensando
em
ir
lá
tirar
a
limpo
a
história?
Que
tal
um
exorcismo
básico,
hein,
he,
he
he...
Rodrigo
sorriu.
De
fato,
o
jovem
paranormal
estava
pensando
sobre
o
relato
de
Fábio.
Sentia-se
impelido
a
fazer
algo
para
elucidar
o
mistério
do
velho
solar.
-
Quem
te
contou
tudo
isso?
-
perguntou
Rodrigo
ao
amigo.
-
Bem,
eu
andei
xeretando
por
aí,
mas
quem
me
disse
o
principal
foi
a
dona
Josefa,
mulher
do
senhor
Tomazzini,
donos
da
fazenda.
Ela
é
parente
distante
dos
barões
e
revelou
que
a
família
sempre
se
sentiu
incomodada
com
essa
história.
Também...
fala
sério...
não
é
bem
um
episódio
do
qual
uma
família
possa
se
orgulhar,
né?...
Eis
o
sinal
verde
que
Rodrigo
aguardava
para
tentar
desvendar
o
enigma
do
solar.
Se a
família
estava
incomodada,
deveria
ficar
satisfeita
caso
as
estranhas
manifestações
fossem
pesquisadas
e
solucionadas.
Tratava-se
realmente
de
um
assunto
que
fascinava
o
jovem
paranormal.
Na
manhã
seguinte,
após
uma
conversa
com
os
proprietários
da
fazenda,
Rodrigo
e
Daniela
dirigiram-se
ao
local
das
ruínas
onde
passaram
algumas
horas
em
meditação,
procurando
mentalizar
e
captar
os
fenômenos
que
estavam
ocorrendo
ali.
Mais
tarde,
de
volta
à
sede
da
fazenda,
ele
conversava
com
Fábio
e os
amigos.
-
Realmente,
existe
uma
forte
manifestação
espiritual
nas
ruínas
-
disse
Rodrigo.
-
Certamente
trata-se
da
alma
do
barão
que
vaga
ansiosa,
sem
destino.
Ele
anseia
por
perdão,
pelo
perdão
da
baronesa,
mas
não
consegue
se
comunicar
com
ela,
porque
ambos
não
se
encontram
atualmente
no
mesmo
plano.
E
ele
não
também
não
consegue
se
desprender
do
local
da
tragédia.
-
Claro,
ele
deve
estar
no
inferno
-
praguejou
Fábio.
-
Ela,
não.
Ou,
pelo
menos,
nem
tanto...
Ou
melhor...
pensando
bem,
ele
já
curte
um
braseiro
básico,
não?
He,
he
he...
-
É...
mais
ou
menos
por
aí -
sorriu
Rodrigo.
- Só
que
para
ele
trata-se
de
um
inferno
pessoal.
O
barão
não
consegue
se
desprender
do
local
da
tragédia.
isso
faz
parte
de
seu
inferno.
- E
você...
claro,
pretende
exorcizar
as
ruínas,
estou
certo?
-
sorriu
Fábio.
Rodrigo
aquiesceu:
-
Bem...
é um
assunto
delicado.
Só
vou
tentar
fazer
algo
se
os
proprietários
assim
o
desejarem.
Nesse
caso,
vou
precisar
da
presença
de
uma
pessoa
ligada
à
baronesa,
de
preferência
alguém
que
seja
descendente
dela
ou
parente,
de
alguma
forma,
da
família.
As
manifestações
que
ocorrem
lá
são
originárias
da
presença
do
barão.
Precisamos
atrair
então
a
presença
da
da
mulher
dele.
Se
alguém
pode
fazer
algo
por
lá
ou
pelo
barão,
não
sou
eu,
nem
a
Dani,
mas
própria
a
falecida...
Então,
alguém
que
seja
da
família
seria
muito
útil
para
ajudar
a
atraí-la.
Os
jovens
então
lembraram-se
de
que
a
esposa
do
senhor
Tomazzini,
dona
Josefa,
era
neta
de
uma
sobrinha
da
baronesa.
- Se
ela
topar,
ótimo
-
concluiu
Rodrigo.
- E
o
contato
com
a
falecida
poderá
ser
conseguido
através
da
Dani
-
disse
ele
referindo-se
à
mediunidade
de
sua
amada
Daniela.
Era
noite
alta,
quando
Rodrigo,
Daniela,
Fábio
e
seus
jovens
amigos,
em
companhia
dos
proprietários
da
fazenda,
dirigiram-se
às
ruínas
do
velho
solar.
O
casal
Tomazzini
concordara
em
que
Rodrigo
tentasse
elucidar
o
mistério
das
manifestações
que
ocorriam
nas
ruínas.
Alguns
dos
presentes
sentiam
arrepios,
um
pouco
de
medo,
outros
simplesmente
estavam
fascinados
e
curiosos.
Chegando
lá,
Rodrigo
escolheu
um
recinto
que
parecia
ter
sido
a
sala
principal
do
antigo
solar.
Era
noite
de
lua
cheia
e
clarões
prateados
inundavam
o
local,
enfatizando
os
escombros
e
promovendo
um
ambiente
ao
mesmo
tempo
mágico
e
sinistro.
-
Esse
lance
de
caça-fantasmas
me
fascina...
-
disse
uma
das
garotas
presentes,
arrepiando-se
-
Mas
por
que
tem
de
ser
à
noite?
-
Não
há o
que
temer
-
respondeu
Rodrigo.
- O
que
existe
de
dia,
existe
à
noite,
mas
é
mais
fácil
conseguir
contato
na
penumbra.
Rodrigo
e
Daniela
deram-se
as
mãos,
procurando
energizar-se
positivamente,
e
solicitaram
aos
demais
que
se
juntassem
a
eles,
formando
uma
roda.
O
proprietário,
senhor
Tomazzini,
dividia-se
entre
o
ceticismo
e a
curiosidade.
Sua
esposa,
dona
Josefa,
entretanto,
não
parava
de
fazer-se
o
sinal
da
cruz,
imbuída
ao
mesmo
tempo
de
esperança,
receio
e
expectativa.
Todos
permaneceram
em
silêncio,
olhos
fechados,
cabeças
abaixadas
até
que
Rodrigo
disse
em
tom
alto:
-
Seja
quem
for,
manifeste-se!
Estamos
aqui
para
ajudar,
para
promover
a
concórdia.
Silêncio
geral.
Alguns
dos
jovens
abriram
um
pouco
os
olhos,
espreitando
ao
redor.
Rodrigo
então,
passou
a
mentalizar
a
imagem
da
baronesa.
Ela
significava
a
chave
para
elucidação
do
enigma.
Vários
minutos
haviam-se
passado,
quando
Daniela
começou
a se
mover,
soltando
as
mãos
da
roda
de
amigos.
Visivelmente
alterada,
a
jovem
pôs-se
a
caminhar
pelas
ruínas,
seguida
pelos
demais.
-
Ela
está
em
transe?
-
indagou
dona
Josefa,
falando
baixo.
-
Sim,
vamos
aguardar
-,
confirmou
Rodrigo,
explicando
que
o
espírito
da
baronesa
estava
se
manifestando
através
de
Daniela,
que
parecia
levitar,
buscando
por
algo.
Devagarinho,
a
jovem
começou
a
balbuciar
algumas
palavras
ininteligíveis
para
os
presentes.
Simultaneamente,
um
misterioso
vento,
estranho,
gelado,
começou
a
circular
pelo
recinto,
provocando
arrepios.
A
ventania
foi
aumentando
paulatinamente,
formando
um
estranho
redemoinho
que
promovia
uma
oscilação
nos
raios
de
luar
que
penetravam
no
local,
meslcando-se
às
sombras
das
ruínas,
como
uma
luz
estroboscópica
a
girar
incessante.
Todos
se
encolheram
e
alguns
se
abraçaram
ante
aquela
sensação
inesperada,
enquanto
Daniela,
abrindo
os
braços
e
rodopiando
pelo
ambiente,
passou
a
dizer
as
palavras
bem
alto:
- Eu
te
perdoo.
Liberte-se.
Eu
te
perdoo.
Liberte-se.
Eu
te
perdoo.
Liberte-se.
- E
prosseguiu
repetindo
aquelas
frases
durante
vários
minutos.
À
medida
que
Daniela
pronunciava
as
palavras,
a
ventania
parecia
aumentar
e
diminuir,
aumentar
e
diminuir,
fustigando
as
ruínas
do
casarão
com
um
ruído
sinistro.
Dona
Josefa
agarrou
o
braço
de
Fábio,
aflita,
sem
compreender
o
que
acontecia.
O
Sr.
Tomazzini
permanecia
estático,
olhos
arregalados.
-
Calma,
Dona
Josefa.
-
disse
Fábio.
-
Calma,
que
nossos
amigos
aí
sabem
o
que
fazem.
Repentinamente,
assim
como
se
iniciou,
a
ventania
parou.
Um
silêncio
absoluto
caiu
sobre
os
presentes.
Todos
suspiraram
aliviados.
Daniela
permaneceu
por
mais
alguns
instantes
repetindo
aquelas
instigantes
palavras,
cada
vez
mais
fracamente
até
que
acabou
por
apenas
sussurrá-las.
Nesse
momento,
parecendo
perder
as
forças,
a
jovem
titubeou
por
alguns
instantes,
sendo
amparada
por
Rodrigo.
Fábio,
o
senhor
Tomazzini
e
dona
Josefa
aproximaram-se
do
casal,
curiosos,
rodeados
pelos
outros
jovens.
Daniela
voltava
a si
e
olhou-os
sorridente.
-
Tudo
bem?
-
perguntou
ela.
-
Sim,
amor
-
respondeu
Rodrigo,
abraçando-a
carinhosamente
e
beijando-a
na
testa.
-
Tudo
ótimo.
Você
foi
uma
excelente
intermediária
de
conciliação...
como
sempre.
Rodrigo,
em
seguida,
dirigiu-se
ao
casal
de
fazendeiros:
-
Fiquem
tranqüilos.
Acabaram-se
as
manifestações
do
solar.
As
energias
espirituais
negativas
que
agiam
por
aqui
foram
neutralizadas.
O
Sr.
Tomazzini,
curioso,
indagou
a
Rodrigo
o
que
realmente
havia
ocorrido.
O
rapaz
explicou:
-
Quando
iniciamos
a
sessão
de
conciliação,
o
espírito
da
baronesa
começou
a se
manifestar
através
da
Dani.
A
baronesa
captou
a
aflição
do
barão,
cujo
espírito,
após
seu
falecimento,
permanecera
em
uma
região
obscura,
num
plano
inferior,
suplicando
pelo
perdão
da
esposa.
Mas
eles
não
conseguiam
se
comunicar.
Somente
agora,
estando
aqui,
entre
as
ruínas,
no
local
da
tragédia,
interagindo
num
mesmo
plano,
ambos
conseguiram
a
comunicação.
E a
baronesa,
num
gesto
magnânimo,
concedeu-lhe
o
perdão.
Isso
o
libertou
para
seguir
seu
caminho,
cumprir
seu
destino
no
além.
Agora...
quanto
à
tragédia,
não
é
verdade
que
ele
serviu
carne
humana
para
ela.
Aliás,
ele
nem
foi
responsável
pela
morte
do
Solano,
não.
Ele
disse
aquilo
sobre
a
carne
apenas
para
aterrorizá-la,
para
castigá-la.
E os
detalhes
macabros
dessa
história
foram
acrescentados
pela
lenda
que
se
formou
em
torno
do
ocorrido.
O
barão
mandou
dar
uma
grande
surra
no
Solano,
é
verdade,
e
fez
com
que
o
rapaz
fugisse
da
fazenda,
apavorado,
prometendo
matá-lo
se
voltasse.
Só
não
esperava
que
a
baronesa
fosse
firme
o
suficiente
para
recusar
a
comida.
Quando
percebeu
que
ela
estava
à
morte,
entrou
em
pânico.
No
fundo
ele
ainda
a
amava,
não
desejava
de
fato
sua
morte.
Ao
perdê-la
sem
ter
tido
a
chance
de
pedir
perdão,
ele
enlouqueceu
de
vez.
Foi
o
seu
fim,
o
ápice
de
sua
tragédia...
e o
começo
de
seu
tormento
espiritual.
-
Madonna
mia
-
sussurrou
o
senhor
Tomazzin,
se
benzendo
-,
enquanto
todos
se
dirigiam
de
volta
à
sede
da
fazenda.
Na
manhã
seguinte,
Rodrigo
e
Daniela,
sempre
apaixonados,
sempre
românticos,
entre
carícias
e
afagos,
curtiam
o
sol
no
gramado,
quando
Fábio
chegou
sonolento.
-
Cara...
que
porre
ontem,
hein?
-
disse
ele,
balançando
a
cabeça.
-
Sonhei
com
aquele
redemoinho
a
noite
inteira,
pô!
Redemoinho...
iguarias
macabras...
braseiro...
arre!!
Acho
que
vou
dar
um
mergulho,
esfriar
a
cabeça,
pra
cair
na
real
de
novo.
E,
dizendo
isto,
pulou
na
água
gelada
da
piscina,
ante
o
olhar
divertido
dos
amigos.
***
©Oriza
Martins
Este
conto-episódio
faz
parte
da
série
"Aventuras
de
Rodrigo
e
Daniela"
Veja
também
os
episódios:
Mistério
nas
Ruínas
do
Solar
A
Noiva
Um
Encontro
de
Amor
Veja
todos
os
episódios
Episódio-piloto
-
conheça
o
início
da
saga
= A
SÉTIMA
PROFECIA